Era uma vez um menino sonhador, que sonhava em chegar ao Polo Norte e se encontrar com o Papai Noel. Ia dormir, sonhava. Estava acordado, se pegava sonhando.
Chegava à escola, contava várias histórias para seus amigos, e todos adoravam, pois todos os dias Felipe fazia com que seus amigos viajassem em suas histórias fantásticas. Mas Felipe não esquecia do Papai Noel.
Até que, em seus pensamentos, teve uma ideia que para ele seria a melhor: chegou com todo jeitinho para conversar com sua mamãe: — Mamãe, você me ajuda a escrever uma carta para o Papai Noel? — Mas o Natal ainda está longe, meu filho. — Melhor, mamãe, que dá tempo para minha carta chegar ao Polo Norte, — diz Felipe entusiasmado.
A mamãe de Felipe pega um papel e uma caneta para ajudar seu filho a escrever a carta. — Mamãe, conte ao Papai Noel que eu quero conhecer o lugar onde ele mora. — Mas é longe, filho, como você irá? — De avião, mamãe! Felipe e sua mamãe escreveram a carta. Passou o tempo e Felipe não parava de sonhar e de pensar em suas histórias.
Certa noite, enquanto dormia, Felipe acordou assustado, pois tinha escutado um barulho no quintal de casa, e levantou-se para ver o que era.
Felipe, um pouco sonolento, calçou sua pantufa, abriu a porta dos fundos da casa e não acreditou no que viu no quintal: lá estava o Papai Noel em seu trenó, com suas renas.
— Você é o Felipe? — perguntou o Papai Noel com sua voz forte. Felipe correu, deu um abraço apertado nele e respondeu: — Sim, eu sou o Felipe. Com o barulho, a mamãe de Felipe vai ver o que está acontecendo e leva um tremendo susto. Então, o Papai Noel conta a Felipe que recebeu a cartinha dele e, de presente, o levará até sua casa no Polo Norte. Felipe começou a dar pulos de alegria. — Mamãe, deixe-me ir conhecer a casa do Papai Noel!
— Vá, mas seja obediente. O menino, que tanto sonhava, deu um beijo em sua mamãe e mais que depressa subiu no trenó. Felipe passou o dia com o Papai Noel. Quando chegou em casa, contou tudo o que havia acontecido para sua mamãe. O menino sonhador não deixou de sonhar e acreditar que todo sonho pode se realizar. Felipe cresceu e nunca se esqueceu de que um dia viu o Papai Noel.
Esta história entrou por uma porta e saiu pela outra, e quem quiser me conte outra...
Escrito por: Eliane Reis
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